domingo, 15 de fevereiro de 2015

Jovens adultos com necessidades especiais procuram emprego na agricultur

LUSA

Sem ocupação profissional e com dificuldades em integrar o mercado de trabalho, 25 pessoas com necessidades especiais recebem formação agrícola, através do projeto SEMEAR, no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, que visa proporcionar-lhes oportunidades de emprego.
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De mangas arregaçadas e de enxadas nas mãos, os participantes, entre 18 e 35 anos e com diferentes necessidades especiais, como síndrome de Down, paralisia cerebral ou atrasos cognitivos, aprendem a trabalhar na área da agricultura e jardinagem, através de uma formação certificada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), nos terrenos agrícolas do Instituto Superior de Agronomia, na Tapada da Ajuda.
Organizado pelo Banco de Informação de Pais para Pais (BIPP) -- Inclusão para a Deficiência, o SEMEAR "surgiu pela escassez de respostas que existem para jovens a partir dos 18 anos com necessidades especiais, que não encontram soluções para a sua vida em termos de atividade e sobretudo profissionalizantes", disse à Lusa a coordenadora do projeto e presidente do BIPP, Joana Santiago.
Antes de frequentarem a iniciativa do SEMEAR, os formandos encontravam-se desempregados, referiu a responsável, considerando que "a sociedade ainda não está sensibilizada para as excelentes capacidades que estas pessoas têm, [...] que às vezes até podem ter um menor fator de produção, mas que são excelentes trabalhadores".
"Estamos a capacitá-los a nível pessoal, social e profissional para depois integrarem o mercado de trabalho com uma profissão", explicou Joana Santiago, referindo que o objetivo é formar 75 pessoas em três anos.
Ana Filipa Pinto, de 19 anos, "estava em casa sem fazer nada" antes de começar a formação e agora trabalha com apreço o talhão de couves que plantou. De sorriso rasgado, sonha com o futuro.
"Aprender até ao fim e ter um objetivo, ter um dia o meu futuro, ter a minha casa, os meus filhos, o meu marido" são os planos de vida traçados pela jovem, que disse ainda que na formação lhe dá oportunidade de conviver.
Com gosto pelo trabalho agrícola, Rui Afonso, de 34 anos, diz já ter aprendido a semear desde salsa, coentros, orégãos a tomilho e a plantar couves, alhos e favas.
"Isto está difícil de emprego, depois chegou este curso e agarrei", contou o formando, desejando no futuro seguir a área da agricultura.
A acompanhar os trabalhos, a técnica superior de reabilitação psicomotora Catarina Bento explicou que o percurso de formação "é muito diferenciado e muito adequado às capacidades de cada um dos formandos", conforme as limitações motoras ou de défice cognitivo que possuem, tornando-os "mais autónomos e mais funcionais na sociedade".
Os 25 elementos desde primeiro grupo "têm revelado imensas capacidades em várias áreas específicas, portanto altamente capazes de terem um emprego e de ficarem a trabalhar com autonomia", considerou a técnica de reabilitação psicomotora.
Responsável por ensinar a componente prática e teórica da formação, Fernando Quintela frisou que os participantes se identificam bastante com a agricultura, sentindo-se estimulados e com vontade de "plantar, semear, ver as plantas crescerem, cuidar delas".
Com uma produção diversificada de hortaliças e ervas aromáticas, a colheita destes produtos será comercializada para consumo, disse o formador.
A próxima fase do projeto SEMEAR passa por "criar uma unidade de produção agrícola própria" para empregar os jovens após a formação, através de parcerias com empresas da área da agricultura e contando com "fundos europeus, nomeadamente o EEA Grants, e outros fundos privados", disse a coordenadora Joana Santiago.
SYSM // ROC
Lusa/fim

Cupcakes do Amor

No dia 13 de fevereiro, no atelier de Cozinha, fomos inundados pelo aroma dos cupcakes confecionados pelos nossos alunos com necessidades educativas especiais.
Na decoração dos cupcakes, o Dia dos Namorados foi a inspiração e o Amor coloriu cada um deles.




No final, bem acondicionados em caixinhas feitas pelos, os cupcakes foram espalhar afetos.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Coração de papelinhos

Na Unidade de Ensino Estruturado do 2.º Ciclo, pelas mãos dos nossos alunos e das professoras Elisabete e Dina, papelinhos coloridos e bem enroladinhos criam um grande coração para assinalar o dia de São Valentim.

Todos os dias aumenta um bocadinho...

Como diz carinhosamente a nossa colega Dina, um coração preenche-se devagar com "pequenas coisas"...

Com muita paciência e delicadeza, lá se vão enrolando papelinhos

Cola, papel, tesoura e muita afeição se vai criando o coração

"Um coração preenche-se com pequenas coisas..."

Falta de escrever à mão «pode prejudicar desenvolvimento cerebral de crianças»

Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e ecrãs sensíveis ao toque ao invés de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento das crianças.


A neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, nos EUA, estudou a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro da criança.
Para chegar à conclusão de que teclados e telas podem prejudicar este desenvolvimento, a invetsigadora estudou crianças que ainda não sabiam ler - que poderiam ser capazes de identificar letras mas não sabiam como juntá-las para formar palavras.
No estudo, as crianças foram separadas em grupo diferentes: um grupo foi treinado para copiar letras diferentes enquanto outras trabalharam com as letras usando um teclado.
A pesquisa testou a capacidade destas crianças de aprender as letras; mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais as áreas do cérebro que eram activadas e, assim, tentar entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizavam com as letras do alfabeto.
O cérebro das crianças foi analisado antes e depois da experiência e os cientistas compararam os dois grupos diferentes, medindo o consumo de oxigénio no cérebro para mensurar a sua actividade.

Os pesquisadores descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando aprende através da cópia de letras à mão de quando aprende as letras digitando-as num teclado.
As crianças que trabalharam copiando as letras à mão mostraram padrões de activação do cérebro parecidos com os de pessoas alfabetizadas, que podem ler e escrever. Este não foi o caso com as crianças que usaram o teclado.
O cérebro parece ficar «ligado» e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escreve-las à mão, estabelecendo uma ligação entre o processo de aprender a escrever à mão e o de aprender a ler.
«Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura quando as crianças começam a passar por este processo», disse James.
Além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever à mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.

As descobertas da pesquisa podem ser importantes para formular políticas educacionais.
«Em partes do mundo há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, isto (esta pesquisa) pode atenuar (esta tendência)», disse Karin James.
Retirado do Diário Digital

Criança autista a caminho do prémio Nobel

"Há cerca de 12 anos os médicos disseram que ele não conseguiria falar ou ler; hoje o seu QI é maiorque o do Einstein."

"Aos 9 anos, Jacob começou a trabalhar na teoria de astrofísica, que os especialistas acreditam poder levá-lo ao Prémio Nobel."

Revista Pais & Filhos, Brasil

Desenvolvimento da notícia em:


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

"O professor e a educação inclusiva: formação, práticas e lugares" - livro gratuito

"A Editora da Universidade Federal da Bahia - EDUFBA disponibilizou, 
para download gratuito, o livro "O professor e a educação inclusiva: formação, práticas e lugares", organizado por Theresinha Guimarães Miranda e Teófilo Alves Galvão Filho, cujo lançamento ocorreu durante o V Congresso Brasileiro de Educação Especial, realizado na Universidade Federal de São Carlos - UFSCar, em São Carlos, São Paulo."


Para proceder ao download siga:

Já abriu a 1.ª escola de Atletismo Adaptado do país

Onde há vontade não há limitações. É este o lema da primeira escola de Atletismo Adaptado do país, que inaugurou esta quinta-feira em Lisboa. O objetivo é dar às pessoas com deficiência uma oportunidade de ultrapassarem as suas dificuldades e de saborearem a alegria e bem-estar trazidos pelo desporto.

A ideia é o concretizar de um sonho do atleta paralímpico Jorge Pina, ex-pugilista que se dedicou à maratona em sequência de ter perdido quase totalmente a visão aos 28 anos de idade. Depois de um ano piloto em que se limaram arestas e se afinaram estratégias, a escola entrou, finalmente, em funcionamento, no Parque de Jogos 1.º de Maio da Fundação INATEL.


Atualmente, esta escola de atletismo adaptado tem já 70 "aprendizes", mas Jorge Pina quer chegar a muitos mais. "Sabemos que são mais de 150 os alunos com deficiência em Lisboa e é a esses alunos que queremos chegar. E, para além desses que foram referenciados pela DREL, pela DGESTE, pelo desporto escolar, sabemos que há muitos mais que não estão sinalizados, que estão em centros de reabilitação", admite o maratonista português.

Projeto quer chegar a todo o país e abarcar outras modalidades

A escola funciona três vezes por semana, das 09.00h às 12.00h, e dispõe de técnicos especializados em todas as áreas, entre os quais José Santos, Luís Herédio, Rui Raposo ou Sérgio Silva, que oferecem aos alunos formação em diversas expressões do atletismo, desde o lançamento à velocidade, passando pelo salto em comprimento. 

"São técnicos já com muita experiência no desporto adaptado, treinadores já com várias medalhas conquistadas. Todos eles estão aqui prontos para poderem receber estes jovens e ajudar", frisa Jorge Pina, acrescentando que a escola está preparada para acolher e treinar "pessoas com qualquer tipo de deficiência".

Embora a maior parte dos alunos tenha sido sinalizada pelos organismos responsáveis, todos estão convidados a juntar-se ao projeto. "Os pais podem vir por iniciativa própria, trazer os seus filhos e inscrevê-los, ou podem procurar no site da Associação Jorge Pina e pedir informações e lá nós vamos ajudar e indicar o que devem fazer e como devem aparecer", explica o atleta paralímpico. 

Agora que o ano de experiência terminou e que a escola arrancou a todo o gás, Jorge Pina ambiciona fazer dela uma referência nacional. "Esperamos espalhar a escola por outras partes do país e esperamos crescer para outras modalidades", revela, desvendando que "já há contactos que estão a ser feitos para que isso possa acontecer". 

Apesar do projeto ser, para ele, um sonho antigo tornado realidade, o ex-pugilista faz questão de sublinhar que a maior sensação de realização provém dos sorrisos que vê estampados no rosto dos alunos sempre que ali se juntam para a prática desportiva e que o 'feedback' de todos é "muito bom".

"É uma alegria e uma felicidade enorme, porque ao saber que estou a dar alegria e felicidade estou a recebê-la também. Isso para mim é melhor do que receber qualquer prémio ou qualquer coisa, porque é isso que eu procuro e todos nós procuramos, felicidade e alegria", confidencia, visivelmente emocionado.

"Venham, inscrevam-se e divirtam-se!"

Soraia Oliveira, de 17 anos, foi uma das primeiras jovens a ingressar na escola e garante ao Boas Notícias que a experiência "está a ser óptima", até porque pode fazer exercício físico sem sair da sua cadeira de rodas. "Eu acho que é uma grande oportunidade para nós, que temos problemas", destaca a aluna, que diz ter "gostado muito" de conhecer Jorge Pina e de "participar nas atividade".

Para Soraia, a possibilidade de fazer desporto contribui para que as crianças e jovens com deficiência se sintam mais respeitados na diferença. "Apesar de sermos assim, somos iguais aos outros e temos direito a fazer todas as atividades que eles fazem. Somos diferentes, mas conseguimos fazer tudo", assegura. 

A mesma opinião é partilhada por Elói Pina, de 12 anos, também ele aluno desta escola desde o primeiro dia e dependente de uma cadeira de rodas para se locomover.

"Tanto para os mais novos como para os mais velhos, é uma grande oportunidade", defende, garantindo que a experiência o tem ajudado a sentir-se "perfeitamente normal".

Com um sorriso nos lábios e uma expressão orgulhosa - até porque vir à escola de atletismo adaptado é sempre "um entusiasmo" -, deixa uma mensagem a todos os outros meninos e meninas que queiram superar os seus limites e correr sem precisar de pôr os pés no chão: "Venham, inscrevam-se e divirtam-se!"

Por Catarina Ferreira e Rute Fidalgo

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