quinta-feira, 30 de abril de 2015

BOCCIA - Desporto Escolar Fase Final Regional e Distrital 2014/2015

           No dia 8 de abril, no âmbito do Desporto Escolar, realizou-se a Fase Final Distrital de BOCCIA da Lezíria e Médio Tejo, em Torres Novas. Nesta fase, na Divisão I – Individuais (I3), participaram os atletas Mauro Coutinho e Iúri Rodrigues. Na Divisão II – Equipas (E2), contou-se com duas equipas: Marinhas do Sal A constituída pelos atletas Beatriz Almeida, Igor Nogueira, Mauro Coutinho e Iúri Rodrigues; e Marinhas do Sal B formada pelos atletas Andreia Araújo, Tiago Brites, José Nascimento, Leonardo Brettes e Alexandre Pires. Contámos ainda com a presença de duas alunas na arbitragem.
         A participação dos atletas do nosso agrupamento surpreendeu tudo e todos, alcançando excelentes resultados. Na Divisão I – Individuais (I3), os atletas Mauro Coutinho e Iúri Rodrigues obtiveram o 1.º e o 2.º lugar, respetivamente. Nas Equipas, a equipa Marinhas do Sal A classificou-se em 2.º lugar e a equipa Marinhas do Sal B alcançou um honroso 4.º lugar.
         Os primeiros lugares ficaram desta forma apurados para o Campeonato Regional Desporto Escolar de BOCCIA que aconteceu no dia 17 de abril, em Odivelas. Neste campeonato, os atletas Mauro Coutinho e Iúri Rodrigues, voltaram a alcançar resultados excecionais reafirmando as suas posições no 1.º e 2.º lugar do pódio do quadro competitivo da Divisão I – Individuais (I3). A equipa Marinhas do Sal A estreou-se com vitórias em todos os jogos, conquistando, igualmente, o 1.º lugar do quadro competitivo da Divisão II – Equipas (E2).
         O Agrupamento Marinhas do Sal estará, desta forma, representado pelos atletas que conquistaram os primeiros lugares nos Campeonatos Nacionais do Desporto Escolar 2015 – BOCCIA, que decorrerá em Lisboa nos dias 14, 15, 16 e 17 de Maio, sendo acompanhados pelos professores, Sandra Morgado, Joaquim Nunes e Luís Lourenço, professores responsáveis pelos grupos/equipa da Escola.


Fotos do Campeonato Distrital de Desporto Escolar - BOCCIA

Fase Final Individual - Mauro Coutinho vs Iúri Rodrigues
Equipa Marinhas do Sal A em situação de jogo

Equipa Marinhas do Sal B em situação de jogo


Atleta Tiago Brites, da equipa Marinhas do Sal B, num momento de lançamento

Final Equipas - Marinhas do Sal A

Disputa pelo 3.º e 4.º lugar em Equipas - Marinhas do Sal B



Fotos do Campeonato Regional de Desporto Escolar - BOCCIA






       

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Pais treinados reduzem problemas de filhos com autismo



Estudo mostrou que pais orientados sobre como lidar com questões comportamentais obtiveram melhor resposta
POR O GLOBO
21/04/2015 13:16 / ATUALIZADO 21/04/2015 18:30

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento, desde a infância, marcado pela dificuldade no domínio da linguagem e da comunicação social - Reprodução/Pixabay





RIO - Estudo patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH) com seis universidades, entre elas a de Indiana, Ohio e de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que crianças com autismo e graves problemas de comportamento melhoraram depois que seus pais foram treinados durante semanas para lidar com reações agressivas e de isolamento — e os benefícios foram observados por até seis meses após a intervenção.
O treinamento forneceu aos pais estratégias específicas sobre como lidar com acessos de raiva, agressão, autolesão e abandono. Um outro grupo de pais usado na comparação feita pelo estudo apenas recebeu informações sobre a doença.
Publicado nesta terça-feira no Journal of the American Medical Association, o estudo constatou que pais que passaram por treinamento específico foram mais eficazes na redução do comportamento agressivo e de isolamento dos filhos do que pais que foram apenas educados sobre a questão.
O autor do estudo, Karen Bearss, professor assistente de pediatria doMarcus Autism Center e da Emory University School of Medicine,observou que foi impressionante a melhora das crianças em ambos os grupos. Mas, em relação ao comportamento introspectivo, segundo ele, o grupo do "treinamento foi claramente melhor”.
O autismo é um transtorno global do desenvolvimento, desde a infância, marcado pela dificuldade no domínio da linguagem e da comunicação social, prejudicada pelo comportamento restritivo e repetitivo. O distúrbio afeta de 0,6% a 1% das crianças em todo o mundo. Em crianças pequenas, o autismo acarreta, muitas vezes, graves problemas como acessos de raiva, agressão, auto-lesão e descumprimento às exigências de rotina.
Estes comportamentos podem ser opressivos aos pais e gerar profunda incerteza sobre como lidar com eles. Existem medicações para estas questões comportamentais, mas os pais são relutantes ao uso.
— Este é o maior estudo aleatório sobre qualquer intervenção comportamental em crianças com autismo. E isso mostra que a formação dos pais funciona — observa Lawrence Scahill, professor de pediatria na Marcus and Emory School of Medicine,que dirigiu a pesquisa.
No estudo, 180 crianças, com idade entre 3 e 7 anos, autistas e com graves problemas de comportamento, foram distribuídas aleatoriamente para o grupo de “24 semanas de formação dos pais” ou para “o grupo de 24 semanas de educação dos pais”. O treinamento para pais consistiu em 11 sessões centrais, duas opcionais, dois controles telefônicos e duas visitas domiciliares. Já o grupo de “educação dos pais” incluiu 12 sessões e uma visita domiciliar.
Os pais que fizeram ambos tratamentos, estiveram em 90% das sessões do programa, o que sugere o grande envolvimento com o estudo.
Após 24 semanas, as crianças “do grupo de treinamento” mostraram melhora de 48% em relação ao comportamento separatório, comparado a um declínio de 32% para “o grupo de educação”. Na última semana, 70% das crianças “do grupo de treinamento” mostraram resposta positiva em comparação com 40% “para o grupo de educação”. O progresso geral foi avaliado por um médico que não participou da realização do tratamento.
— Este é um estudo muito importante para as crianças e para as famílias. O treinamento dos pais é conhecido por ser eficaz para crianças e adolescentes com problemas de comportamento em geral e agora está demonstrado ser eficaz para crianças com autismo — comentou o psiquiatra infantil John Walkup, também professor de psiquiatria da Weill-Cornell Medical College e New York-Presbyterian Hospital. Walkup, que não estava envolvido no estudo, acrescentou como um dos pontos altos do estudo, o fato de que os benefícios do treinamento dos pais ser construído com o tempo.


Retirado de: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/pais-treinados-reduzem-problemas-de-filhos-com-autismo-15938080

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Artistas com deficiência do projeto Heart fazem primeira exposição

 Em Novembro passado, arrancava o Heart, um projeto que quer dar visibilidade, promover e vender a arte criada por deficientes. Cinco meses depois, foram vendidos mais de 40 quadros em todo o país através do site do projeto, onde estão disponíveis vários outros trabalhos. Desde esta terça-feira que 27 obras podem ser vistas numa exposição em Lisboa. Dez já foram vendidas.

A exposição coletiva de 15 artistas com deficiência veio um pouco antes da conclusão de alguns dos primeiros objetivos do Heart, como conta ao PÚBLICO Sofia Perestrelo, presidente do projeto. “A parceria com a Fundação PT não estava prevista como programa de acção mas há oportunidades que não se podem perder e avançámos”, diz a responsável.
À semelhança do trabalho desenvolvido desde Novembro, o Heart aposta na exposição patente no Espaço Andrade Corvo, em Lisboa, como mais um passo para “desmistificar o trabalho dos artistas com deficiência”. “As pessoas ficam surpreendidas com a qualidade das obras. Isso dá-nos coragem para continuar”, sublinha Sofia Perestrelo.
A mostra está disponível até ao próximo dia 5 de Maio e um dia depois da abertura ao público, nesta terça-feira, o balanço “não podia ser mais positivo”. “Foram vendidas 10 obras, com valores entre os 200 e 400 euros”, indica a responsável.
Numa primeira fase do projecto, o Heart promoveu as obras de perto de 60 artistas da CERCICA e mais recentemente as obras disponíveis foram reforçadas com os trabalhos realizados com pessoas que frequentam a Cerci Oeiras. No total, são 27 os quadros à venda na exposição.
Nos planos imediatos do projeto está a inclusão no site do Heart de obras criadas por artistas individuais com deficiência que têm procurado o projecto para divulgar os seus trabalhos. “Para breve vamos fechar estas parcerias. É algo que temos como foco este, até porque temos que aumentar o nosso espólio e promover outros artistas”, aponta Sofia Perestrelo.
Ao fim de cinco meses de atividade, o Heart continua a funcionar sem apoios financeiros externos. As verbas que ajudam o projecto a financiar-se surgem da venda das obras dos artistas, que recebem uma parte do valor pago pela sua obra. Até ao mês de Abril foram vendidas mais de 40 obras, num valor total de 2000 euros.

Até ao final do ano, o Heart pretende lançar parcerias com mais duas instituições do país.


FCT edita livro “Tecnologias de apoio para pessoas com deficiência”

por equipa acesso • 22 de Abril de 2015


No âmbito das suas competências de coordenação das políticas públicas da Sociedade de Informação (SI), nomeadamente das políticas que potenciam os benefícios da SI para as pessoas com necessidades especiais, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) edita o livro “Tecnologias de apoio para pessoas com deficiência”.
Dos autores Pedro Encarnação, Luís Azevedo e Ana Rita Londral, três dos melhores profissionais portugueses na área da Engenharia da Reabilitação, este livro é um texto introdutório à temática das Tecnologias de Apoio. As Tecnologias de Apoio são produtos, serviços ou práticas com vista à promoção da qualidade de vida das pessoas com deficiência.
Pretende-se dar uma visão geral desta área científica multidisciplinar, caraterizar potenciais utilizadores e apresentar exemplos das Tecnologias de Apoio existentes atualmente no mercado, organizados por áreas funcionais: mobilidade, manipulação, comunicação, orientação e cognição. Descreve-se ainda o enquadramento legal da prescrição de Tecnologias de Apoio em Portugal.
O livro destina-se a todos os profissionais da área da Reabilitação e do Ensino Especial, utilizadores finais e, em geral, a todos os interessados em Tecnologias de Apoio.

O livro vai ser apresentado no próximo dia 28 de abril, às 18:45h, no auditório do INR, na R. Conde de Valbom, 63. Estarão presentes os autores para uma sessão de autógrafos e a apresentação estará a cargo do Prof. Castro Caldas que também prefacia a obra. A sessão terminará com um Porto de Honra gentilmente oferecido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação.

Governo aprova programa de apoio à empregabilidade de pessoas com deficiência


Governo aprova programa de apoio à empregabilidade de pessoas com deficiência

O Governo vai suportar até metade os custos de adaptação dos postos de trabalho para funcionários que adquiram deficiência e vai compensar os patrões pela menor produtividade desses trabalhadores, aprovou hoje o Conselho de Ministros.

As medidas fazem parte do "Programa de Emprego e Apoio à Qualificação das Pessoas com Deficiência e Incapacidade" e, de acordo com o documento, o Governo pretende apoiar até 50% os custos de adaptação do posto de trabalho em relação às empresas que mantenham nos seus quadros funcionários que "adquiram deficiência ou incapacidade no decurso da vida profissional".
Em matéria de emprego apoiado, o Governo vai ajudar as empresas com os custos da menor produtividade dos trabalhadores com deficiência ou capacidade de trabalho reduzida.
Quer isto dizer que, "tendo por referência um valor indexado ao IAS [Indexante dos Apoios Sociais] ", que está atualmente em 419,22 euros, o Governo vai atribuir "uma percentagem do salário negociado pelo empregador com o trabalhador", que será tanto maior quanto a incapacidade do funcionário.
"Este modelo permite que possam ser abrangidos alguns trabalhadores com capacidade intelectual e possibilidade de acesso a profissões mais qualificadas, considerando o desenvolvimento tecnológico", lê-se no programa.
Relativamente às medidas de apoio à integração, manutenção e reintegração no mercado de trabalho, onde se insere o apoio à adaptação do posto de trabalho, o Programa inclui outras medidas.
Por um lado, o Governo quer que as entidades formadoras façam o acompanhamento pós-colocação dos formandos que, no final da formação, fiquem empregados por 12 meses, "beneficiando dos apoios previstos para os centros de recursos".
Por outro lado, este acompanhamento pós-colocação é alargado às empresas que mantenham ao serviço trabalhadores que adquiram deficiência na vida adulta e profissional.
De acordo com a informação do Programa, as ações de apoio à colocação têm a duração de um ano.
Relativamente às medidas previstas para a qualificação profissional, o Governo pretende que as pessoas que tenham adquirido deficiência em adultos possam ser abrangidas pela formação inicial com vista a uma requalificação profissional e conseguirem permanecer no mercado de trabalho.
Prevê igualmente "uma fase de recuperação e atualização de competências" para quem tenha uma deficiência adquirida ou precise de uma nova qualificação ou reforço das competências profissionais por via do agravamento da sua deficiência.
O "Programa de Emprego e Apoio à Qualificação das Pessoas com Deficiência e Incapacidade" traz também a marca "Entidade Empregadora Inclusiva", que substitui o Prémio de Mérito, e visa promover "a distinção pública de práticas de gestão abertas e inclusivas" por parte das entidades empregadoras, ao mesmo tempo que quer sensibilizar a opinião pública para a problemática da empregabilidade das pessoas com deficiência.
Esta marca não inclui nenhum prémio monetário, vai ser atribuída de dois em dois anos e poderão candidatar-se os empregadores dos setores público, privado, cooperativo e da economia social.
Esta distinção está igualmente prevista para as pessoas com deficiência que tenham criado a sua própria empresa ou emprego.
Dinheiro Digital com Lusa

terça-feira, 21 de abril de 2015

Robot Zeca promete desenvolvimentos com crianças autistas

Zeca é um robô humanóide que simula sentimentos como medo, alegria, surpresa e tristeza. O projeto da Universidade do Minho foi desenvolvido com crianças com autismo, que melhoraram os níveis de sucesso nas tarefas.

Para saber mais siga o seguinte link para a notícia: 
http://videos.sapo.pt/ZduNkv4YkuTjtNb3zrtt#social_bt


Aplicativo para crianças com Autismo ajuda a aprender expressões faciais e sentimentos: Expressions for Autism

expre

Gabriela Guedes, TO,  compartilhou o aplicativo Expressions for Autismo do desenvolvedor Edninja. Disponível em formato Freemium (você baixa gratuito e, se quiser, faz compras dentro do app para ter acesso completo) possui versões em Inglês e Espanhol.
O objetivo do app é contribuir no reconhecimento das expressões faciais que representam emoções e sentimentos. Ao jogador é apresentada uma imagem que representa uma cena cotidiana (fotografia da criança com a mãe felizes, uma criança em uma festa de aniversário, etc), e em seguida, a criança é convidada a montar uma face com o mesmo sentimento da cena, neste caso do exemplos, feliz. A face é montada escolhendo as partes do rosto, ou seja, a sobrancelha, os olhos e a boca. Quando você usar o app ela primeira vez perceberá que a expressão deve ser “copiada”, uma vez que aparece para o jogador. Ah, mas quando falamos copiada estamos falando da expressão mesmo, não importa se a criança que aparece na cena anterior é um menino ou uma menina.
expre
O aplicativo trabalha com definição de tempo, mas que é personalizável, ou seja, não precisa ter pressa nem gera um momento de ansiedade durante o uso. É permitida a criação de vários perfis (provavelmente só na versão paga, ok?) e a graduação da dificuldade, como dissemos anteriormente.
A versão gratuita vem com 4 estágios, feliz, triste, com raiva e assustado. Cada um deles pode ser trabalhado em dois graus de dificuldade: aprendiz e mestre. Os idiomas presentes no app são inglês e espanhol (tinha que ter uma coisinha chata, né?), mas que não prejudicam a utilidade do app, mas claro reforçam o cuidado que precisamos ter na hora de usar.
Este aplicativo foi desenvolvido pensado nas sessões de terapia,  mas isso não impede o uso pelos pais e familiares. O importante é conversar antes com o terapeuta da criança e pedir orientações sobre a melhor forma de usar. Afinal, não adianta ter em mãos um excelente recurso não sabendo como aproveitá-lo.